A arte dos Registos é uma velha tradição portuguesa de origem conventual. Antigamente era costume oferecer fogaças à igreja na ocasião de certas festividades (costume que ainda persiste nalgumas localidades), e em retribuição, a igreja oferecia um santinho ou pagelinha. Alguns serviam muitas vezes para marcar a página de um livro de oração, missal, Bíblia ou outro que se tivesse para utilização religiosa. Eram registos de uma passagem que se lia. Outros eram, por vezes, entregues aos cuidados de irmãs religiosas, que elaboravam os tais registos com adornos e tecidos raros que sobravam da paramentaria e os emolduravam passando a povoar as paredes das casas de famílias médias e ricas como símbolos de protecção.

Os Registos de Santos tiveram particular expressão em Portugal, sobretudo em meados do século XVIII, devido ao incremento da actividade dos gravadores e do comércio de gravuras e estampas à escala internacional.
Paralelamente, este tipo de gravuras tornou-se bastante popular devido às inúmeras peregrinações, círios e festividades pendulares, nas quais a presença dos fiéis foi marcada pela posse de um objecto evocativo da participação no mesmo, materializada em registos, fitas e medalhas.

Os registos que realizo  têm a imagem do santo em marfinite ou em estampa (papel), podendo o santo e o formato ser escolhidos mediante encomenda (933401674).


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